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Polícia

Policial Militar suspeito de matar mulher trans a tiros se apresenta à polícia

Acompanhado de um advogado, Jeremias da Costa Silva, lotado na 12ª Cicom, preferiu ficar em silêncio no interrogatório

Jeremias da Costa Silva, da 12ª Cicom, está sendo investigado com suspeito do crime (Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – O cabo Jeremias da Costa Silva, 27, da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), suspeito de matar a mulher trans Manuella Otto, 25, se apresentou à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na noite de domingo (14). Ele chegou à especializada acompanhado de um advogado.

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Segundo informações do delegado Charles Araújo, titular da DEHS, Jeremias preferiu ficar em silêncio durante o depoimento. Após as oitivas, o policial militar foi liberado. Os detalhes do interrogatório não foram divulgados.  

No entanto, as provas coletadas pela perícia criminal no local do crime, assim como conteúdos no celular da vítima, estão incluídas no inquérito policial. Caso Jeremias seja o autor, a autoridade policial irá expedir um mandado de prisão junto à justiça.

Em contrapartida, informações dão conta que Jeremias e Manuella Otto já mantinham um caso. Eles foram para o motel onde consumiram bebidas alcoólicas e se relacionaram sem preservativo.

Após o ato sexual, Manuella Otto confessou ao policial militar que era soro positivo (portadora do HIV). Com essa confissão, Jeremias ficou transtornado e efetuou os disparos de arma de fogo contra a vítima. 

O crime

Manuella Otto foi morta com dois tiros em quarto de motel (Foto: Reprodução)

Otto de Souza Rodrigues, 25, conhecido pelo nome social “Manuella Otto”, foi assassinado a tiros na madrugada de sábado (13), dentro do motel “Minha Pousada”, localizado na avenida Samaúma, no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus.

A vítima foi encontrada nua em um dos quartos do motel com dois tiros, sendo um no braço esquerdo e outro nas costas que atravessou para o tórax.

Nas imagens analisadas pela polícia, o suspeito deixa o local em um carro Prisma, de cor branca, com placa PHJ-1418. Após ouvir um disparo de arma de fogo, uma funcionária impede a saída do cliente trancado o portão.

O homem desce do carro, faz ameaças e depois arromba o portão com o veículo. Desde então, o policial militar Jeremias passou a ser o principal suspeito de cometer o assassinato.

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