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Cidades

Número de motoristas flagrados alcoolizados mais que dobrou até abril

No Amazonas, de janeiro a abril, 182 motoristas parados em blitze do Detran-AM se recusaram a realizar o teste do bafômetro

Em caso de reincidência em até um ano, a multa será dobrada, para R$ 5.869,40, e a CNH pode ser cassada – Foto: Divulgação

Manaus/AM – De janeiro a abril deste ano, 525 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica no Amazonas. O número corresponde a um aumento de 144,18% na comparação com igual período do ano passado, quando 215 motoristas foram flagrados embriagados ao volante.

Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), que tem intensificado as ações preventivas e repressivas para coibir acidentes, inclusive com a campanha “Maio Amarelo”, encerrada na última sexta-feira (31/05).

“O crescimento no número de flagrantes é sintomático, é algo que já era esperado e é fruto da intensificação das nossas operações. O Detran tem atuado de maneira estratégica, voltando o olhar para as áreas nas quais as pessoas insistem em fazer a combinação proibida de álcool e direção”, disse o diretor-presidente do Detran, Rodrigo de Sá.

Segundo o Detran, os motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool cometem uma infração gravíssima com penalidade de multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses, além de 7 pontos acrescentados na CNH.

Em caso de reincidência em até um ano, a multa será dobrada, para R$ 5.869,40, e a CNH pode ser cassada.

Bafômetro – Até maio deste ano, o Detran realizou 8.974 testes de alcoolemia, os chamados testes do bafômetro.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o motorista parado em uma blitz que se recusar a assoprar o bafômetro também comete infração gravíssima com penalidade de multa no valor de R$ 2.934,70, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por um ano e acréscimo de 7 pontos na CNH.

No Amazonas, de janeiro a abril, 182 motoristas parados em blitze do Detran-AM se recusaram a realizar o teste do bafômetro. No mesmo período do ano passado o número de motoristas que se recusaram a assoprar o bafômetro chegou a 120.

“A insistência em combinar álcool com direção passa muito pela irresponsabilidade e por não ter a real noção das consequências que isso pode trazer a vida delas e de outras pessoas. Conclamo as pessoas a fazer a parte delas, porque nós iremos continuar com as ações educativas durante todo o ano. Temos atividades repressivas com foco em ações pontuais e, inclusive, apoio aos municípios que terão festividades”, ressaltou o diretor-presidente do Detran-AM, Rodrigo de Sá.

A legislação estabelece, ainda, que qualquer quantidade de álcool registrada no bafômetro sujeita o motorista à infração gravíssima. Caso o aparelho registre uma quantidade igual ou superior a 0,3 miligramas de álcool, o condutor será acusado de crime de trânsito, segundo o artigo 306 do CTB, com detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão da habilitação.

*Com informações da assessoria

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