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Polícia

Maternidade e profissão: mães policiais falam sobre desafio

As profissionais da segurança também destacam as recompensas dessa dupla jornada na profissão

Policiais (Foto: Lyandra Peres/PC-AM)

Manaus (AM) – Ser policial não é tarefa simples, assim como ser mãe também não é. Quando o desafio é duplo, essas mulheres conseguem desempenhar essa missão com amor e responsabilidade. No domingo (9), é comemorado nacionalmente o Dia das Mães. Servidoras da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) falam sobre os desafios para conciliar o amor pela profissão e pela maternidade.

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A rotina de tantas outras mulheres que adaptam a atividade profissional com a vida de mãe, é representada pelas histórias de uma delegada, uma investigadora e uma escrivã da PC-AM, que destacam quais são os desafios e as recompensas dessa dupla jornada.

Maternidade no começo da carreira 

A delegada Grace Jardim, titular do 3° Distrito Integrado de Polícia (DIP), que está na carreira policial desde 2014 e é mãe de uma menina de cinco anos, conta que teve sua filha após um ano de profissão.

Delegada Grace Jardim (Foto: Lyandra Peres/PC-AM)

“Minha filha nasceu em 2015, após um ano que eu estava como delegada. Foi uma experiência maravilhosa. Pude amadurecer bastante, trazer para casa as lições que aprendia no trabalho, e conciliar com a maternidade”, contou.

Ela relatou que não teve dificuldade em se ajustar à dupla rotina, graças a uma rede de apoio formada pelos pais dela. Grace Jardim detalhou que, por conviver diariamente com a violência e a criminalidade nas inúmeras diligências do cotidiano policial, tenta passar para a filha, da melhor forma possível, os valores e os exemplos para conquistar grandes coisas na vida.

“Temos uma relação muito boa, de amor, carinho e afeto. Tento passar a ela a necessidade da prática da empatia e sempre dou o exemplo do que uso no meu trabalho”, contou a delegada.

Obstáculos vencidos com dedicação 

Mãe de dois meninos, um de 24 e outro de oito anos, a investigadora Juliene Santos, que é policial civil há 10 anos e está lotada na Unidade de Apuração de Ilícitos Penais (Uaip), disse que preza muito pelo privilégio de ser mãe, e mantém esse cuidado como sua prioridade.

Ao entrar para PC-AM, o primeiro filho já tinha 14 anos. Ela conta que no início a adaptação foi um pouco complicada, mas com dedicação e bastante conversa, conseguiu com que ele se acostumasse com a nova rotina.

Investigadora Juliene Santos (Foto: Lyandra Peres/PC-AM)

“Mesmo na correria do dia a dia, faço questão de estar sempre presente. Sou uma mãe presente e zelosa”, descreveu ela.

Já para o segundo filho, é uma grande diversão ter uma mãe policial. “Ele tem muita admiração pela profissão e pela farda, provavelmente vai ingressar cedo nas Forças Armadas ou Polícia Militar”, citou.

A escrivã Francione Araújo comentou que a maternidade aflorou ainda mais sua sensibilidade em relação às situações que envolvem famílias e, principalmente, quando há crianças e adolescentes. Ela entrou para a carreira policial em 2001 e conta que os filhos são a motivação para encarar os desafios do cotidiano.

ESCRIVÃ FRANCIONE ARAÚJO (Foto: Lyandra Peres/PC-AM

Escrivã Francione Araújo (Foto: Lyandra Peres/PC-AM)

“Eles são os presentes que Deus, nunca desisti de lutar por eles. Me orgulho da minha carreira e tudo que vivi e ainda vou viver na PC-AM. Aprendi a buscar forças mesmo quando acreditamos não ter; e a ter coragem de lutar mesmo quando tudo parece perdido. Sou muito grata por ser mãe e fazer parte da Polícia Civil”, enfatizou ela.

*Com informações assessoria

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