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Polícia

Caso de policial morto: MP pede fim de prisão domiciliar

Promotoria quer transferência imediata de investigada para presídio

Caso de policial morto: MP pede fim de prisão domiciliar

MPAM pede que suspeita volte ao regime fechado. (Foto: Divulgação/PC-AM)

MANAUS (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para revogar a prisão domiciliar concedida à irmã de Mayara Silva da Silva, investigada no caso que resultou na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. O órgão requer que a suspeita seja transferida imediatamente para uma unidade prisional.

O investigador do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), de 44 anos, morreu após ser baleado durante uma operação policial realizada na última sexta-feira (24), no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus.

A investigada recebeu o benefício da prisão domiciliar no sábado (25) por estar gestante. No recurso apresentado ao TJAM, o MPAM argumenta que a gravidade do crime e as circunstâncias da ocorrência justificam a manutenção da prisão preventiva em regime fechado.

Segundo a Promotoria, a investigação aponta que a operação resultou na apreensão de aproximadamente uma tonelada de entorpecentes, além de armas de fogo, fatores que reforçariam a necessidade da medida.

Ao contestar a decisão judicial, o Ministério Público afirmou que Mayara “não é uma traficante eventual” e sustentou que o caso possui caráter excepcional, não sendo adequada a aplicação da regra geral que prevê prisão domiciliar para mulheres grávidas.

Ainda conforme o órgão ministerial, o volume de drogas apreendido, o armamento encontrado e a suposta ligação da investigada com a ação que culminou na morte do policial demonstram “profunda inserção em organização criminosa de alta periculosidade”. O MPAM solicita a concessão de uma liminar para restabelecer a prisão preventiva e determinar a expedição imediata do mandado de prisão.

Relembre o caso

O confronto ocorreu na manhã de sexta-feira (24), durante uma operação da Polícia Civil para combater o tráfico de drogas em Manaus.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que policiais abordam ocupantes de veículos estacionados nas proximidades de uma quadra esportiva. Instantes depois, teve início uma intensa troca de tiros.

Durante a ação, o investigador Luciano Carvalho de Sena foi atingido por disparos no pescoço e no braço. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda na sexta-feira (24), Mayara Silva da Silva foi presa em um condomínio no bairro Tarumã, Zona Oeste da capital.

Rafael Pereira Freitas, apontado pela Polícia Civil como um dos principais suspeitos de participação no crime, fugiu após o confronto. Na madrugada de sábado (25), ele foi localizado por equipes do Denarc e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), em uma comunidade do distrito de Novo Remanso, no município de Itacoatiara.

Segundo a Polícia Civil, Rafael reagiu à abordagem atirando contra os agentes. Houve troca de tiros, ele foi baleado e morreu no local.

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