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Milhares de pessoas protestam nos EUA contra políticas de Donald Trump

Milhares de pessoas protestam contra a eleição de Donald Trump em Los Angeles - foto Eugene Garcia/Agência Lusa

Milhares de pessoas protestam contra a eleição de Donald Trump em Los Angeles – foto: Eugene Garcia/Agência Lusa

Milhares de pessoas saíram às ruas em todas as grandes cidades americanas para protestar contra as propostas do presidente eleito Donald Trump, de expulsar imigrantes e banir a entrada de muçulmanos no país. Os protestos ocorreram no dia em que foi anunciado o resultado da eleição à presidência, com vitória do republicano que derrotou a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton. Também foram divulgados nessa quarta-feira os resultados das eleições de senadores e deputados. Os republicanos vão continuar dominando o Congresso porque elegeram a maioria de parlamentares nas duas casas.

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Com o avanço da contagem de votos, os republicanos elegeram 51 senadores, contra 48 dos democratas. Na Câmara dos Deputados (também chamada de Câmara dos Representantes), os republicanos elegeram 239 deputados contra 193 representantes dos democratas. O controle simultâneo, pelo Partido Republicano, da presidência dos Estados Unidos e também das duas casas do Congresso surpreendeu não só os líderes democratas, como também muitos republicanos, e é uma situação que não se via na politica norte-americana desde 2006. Essa nova composição de poder está assustando e dividindo os líderes do Partido Democrata. Muitos consideram que os números do colégio eleitoral não representam o sentimento da população americana.

Outros, como a candidata democrata Hillary Clinton e o presidente Barack Obama, estão fazendo apelo para que todos aceitem o resultado das urnas. Ontem, Hillary disse que o resultado causa dor, mas insistiu que os democratas devem se manifestar nas urnas. Obama vai receber Donald Trump hoje na Casa Branca para iniciar o processo de adaptação do presidente eleito, que tomará posse em 20 de janeiro de 2017. Hillary Clinton também será recebida por Obama.

Protestos

Apesar do apelo feito por Hillary e Obama, milhares de pessoas marcharam espontaneamente pelas ruas das principais cidades dos Estados Unidos para protestar. Entoando cânticos como “Trump não é meu presidente”, manifestantes levavam cartazes com palavras de ordem contra as políticas anunciadas por Trump, durante a campanha eleitoral. A maior parte dos cartazes protestava contra o anúncio de Tramp de que expulsará imigrantes ilegais e barrará a entrada de muçulmanos em território norte-americano. As manifestações começaram em Nova York e Chicago, mas depois se espalharam por dezenas de cidades.

Em Nova York, milhares marcharam de vários locais pela cidade em direção ao prédio do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump. O prédio, chamado Trump Tower, é um dos mais imponentes de Manhattan, que é a área central de Nova York. Em Nova York, pelo menos 65 pessoas foram presas nos protestos.

Em Chicago, no estado de Illinois, centenas de manifestantes marcharam pelo centro da cidade e se reuniram em frente à Torre Trump para expressar indignação pelo fato de o republicano ter sido eleito. Em Washington, os manifestantes protestaram nas ruas em frente ao Hotel Trump, um prédio inaugurado poucos dias antes da eleição do novo presidente dos Estados Unidos.

Centenas de pessoas foram às ruas do centro de Los Angeles, no estado da Califórnia, para expressar sua repulsa ao presidente eleito Donald Trump. O Departamento de Polícia informou que houve 13 prisões durante as manifestações. Muitas pessoas se reuniram em frente à prefeitura para protestar contra Trump. Dezenas de ônibus que servem como transporte público amanheceram com as laterais pintadas com um palavrão ao lado da palavra Trump. Também houve protestos em Oakland, outra cidade da Califórnia.

Em Seattle, no estado de Washington, os protestos bloquearam as ruas do centro da cidade.

Em Boston, capital do estado de Massachusetts, milhares de manifestantes também protestaram contra Donald Trump. Os manifestantes cantaram “Trump não é meu presidente”, “Não ao facista” e “Não seremos silenciados”.

Fonte: Agência Brasil