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Indígenas venezuelanos recebem ação de promoção e atenção em saúde

As famílias da etnia Warao participaram de atividades e serviços de escovação dentária - fotos: José Nildo/Semsa

As famílias da etnia Warao participaram de atividades e serviços de escovação dentária – fotos: José Nildo/Semsa

Uma ação integrada de promoção e atenção em saúde voltada para os indígenas venezuelanos que estão acampados no perímetro do viaduto de Flores e do Terminal Rodoviário de Manaus foi realizada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), na tarde desta terça-feira (21).
As famílias da etnia Warao participaram de atividades e serviços de escovação dentária supervisionada, entrega de kits de higiene bucal, distribuição de preservativos, entrega de medicamentos para verminoses, levantamento de situação vacinal, além de avaliação dermatológica para detecção de dermatites e outros agravos de pele. A ação é coordenada pela equipe do programa Consultório na Rua, com o apoio da Divisão de Imunização, Saúde Bucal e Núcleo de Combate às Doenças Sexuais Transmissíveis.

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“Por determinação do prefeito Arthur Neto e do prefeito em exercício, Marcos Rotta, estamos monitorando esse grupo desde o último dia 12 de fevereiro, quando tivemos uma avaliação parcial das condições de saúde dessas pessoas para planejar os atendimentos”, disse o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto. O secretário destacou que a Semsa vai manter o acompanhamento de saúde até que os indígenas retornem ao território venezuelano. “Eles manifestaram a intenção de voltar ao seu país e a previsão é de que isso ocorra no início de abril”.

A ação desta terça é um desdobramento do monitoramento realizado pela força tarefa, que já traçou o perfil epidemiológico do grupo indígena e realizou encaminhamento à Rede de Assistência em Saúde dos distritos de Saúde Sul e Oeste da Semsa.

“Os casos que estão demandando maior acompanhamento são o de uma grávida, que já está fazendo Pré-Natal, e de duas crianças, uma com tuberculose e outra com bronquiolite. Esses casos mais agudos já apresentaram melhora e os pacientes estão recebendo assistência integral. Os demais indígenas não apresentam sintomas de doenças graves”, apontou o enfermeiro Jailson Barbosa, coordenador do Consultório Na Rua.

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Os demais indígenas não apresentaram sintomas de doenças graves - foto: José Nildo/Semsa

Os demais indígenas não apresentaram sintomas de doenças graves – foto: José Nildo/Semsa

Além do grupo de venezuelanos que está no Terminal Rodoviário, existe outro, que está no bairro Educandos. Ambos estão sendo assistidos pela Semsa e, ainda, pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) e Secretaria de Estado de Justiça Social, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) desde sua instalação na cidade.

As abordagens são realizadas na tentativa de reconhecimento do processo migratório, onde os imigrantes relatam estar em busca de reunir o maior estoque de alimento e recursos financeiros para retornar ao seu território, nas proximidades do rio Orinoco.

“Nossa maior vontade é atendê-los nas necessidades migratórias deles e, desde o início, eles disseram que a vontade é reunir o quanto eles conseguirem para voltar para sua terra. Eles não são pedintes de origem e já apontaram uma data para deixar Manaus”, diz o enfermeiro Jailson Barbosa.

Os órgãos se reuniram para providenciar o transporte – que deve ser feito em dois ônibus – para esse grupo até a fronteira do Brasil com a Venezuela, com data prevista para 2 de abril.

Com informações da assessoria