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Política

Wilker Barreto cobra Wilson Lima sobre decoração de Natal

“É uma atrocidade”, afirmou o deputado que pedirá aos órgãos de controle do Estado a suspensão do contrato

Deputado questionou o governador sobre valores investidos em decoração (Foto: Danilo Mello/Aleam)

Manaus – Deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) criticou nesta sexta-feira (11), a decisão do Governo do Amazonas pela contratação por dispensa de licitação de três empresas para montagem da árvore de Natal, no valor de R$ 2.010.507,10. O parlamentar considerou o ato do Executivo como estarrecedor e afirmou que pedirá aos órgãos de controle do Estado a suspensão do contrato firmado pela Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC).

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Segundo a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 4 de dezembro, as empresas AC Entretenimento e Produção Eireli, Cenart Produções e Serviços Cenográficos Eireli e Ecoarte Estrutura e Produção Ltda serão responsáveis pela manutenção, montagem e desmontagem da árvore de Natal; produção artística, incluindo material, serviços de operacionalização de eventos e de direção técnica, com alimentação e logística.

“Eu fiquei estarrecido com a informação de que o Governo fez uma dispensa de licitação de mais de R$ 2 milhões em plena pandemia para construir a árvore de Natal. É o mesmo governo que não tem dinheiro para vacina, é o mesmo governo que está gastando R$ 1,6 milhão com Peladão. Ai é brincadeira! Wilson Lima, priorize as vidas”, alertou Wilker, citando o repasse de R$ 1.667.393,50 do Executivo para patrocinar o campeonato de peladas no Estado, denúncia feita pelo próprio parlamentar na quinta-feira (10), na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Barreto voltou a sugerir que o valor pago para o evento natalino poderia ser destinado para a compra de vacinas para o combate do novo coronavírus (Covid-19) no Estado.

“Cada vacina salva uma vida. Somados o Peladão e a árvore de Natal, estamos próximos de R$ 4 milhões, que divididos por R$ 200 a dose, são 20 mil doses para os profissionais da saúde que estão na linha de frente do Covid. Fica a reflexão e vou recorrer no Tribunal de Contas pedindo a suspensão dessas atrocidades com o dinheiro público”, ponderou o deputado.

*Com informações da assessoria

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