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Polícia

MPF encaminha pedido para arquivar caso de delegado desaparecido durante tiroteio

O delegado Thyago Garcez desapareceu após tiroteio com narcotraficantes. (Foto: Divulgação)

O Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento das investigações sobre o desaparecimento do delegado Thyago Pereira Garcez Bastos, 30, ocorrido no dia 5 de dezembro de 2016, após uma intensa troca de tiros entre policiais civis e narcotraficantes colombianos nas águas do rio Solimões, no município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus).

De acordo com a procuradora Anne Caroline Aguiar Andrade Neitzke, o pedido foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), no dia 9 de junho deste ano, após todas as pessoas que estavam na ação policial prestar esclarecimentos.

A procuradora afirma, ainda, que no decorrer do inquérito policial, não surgiu novos elementos que pudessem contribuir no andamento das investigações para o desfecho do caso.

“Todas as testemunhas que presenciaram o desaparecimento do delegado já foram ouvidas no inquérito policial. Diante da ausência de indícios de materialidade e da autoria criminosa, não se pode concluir se o delegado Thyago Garcez foi atingido pelos tiros ou se desapareceu ao se afogar no rio Solimões depois de pular da lancha. Portanto, não há elementos suficientes para continuidade sobre o caso”, esclareceu à procuradora.

Com o pedido encaminhado para a vara única da subseção jurídica do município de Tefé (a 523 quilômetros de Manaus), agora o processo passar ser avaliado pelo juiz André Dias Irigon, da 1ª Vara Federal de Tefé, que irá decidir pelo arquivamento do das investigações, mas por meio da assessoria de comunicação do órgão, prefere não se pronunciar.

Entenda o caso

Equipes policiais fizeram buscas pelo delegado desaparecido. (Foto: Divulgação)

O delegado Thyago Garcez, de 30 anos, está desaparecido há seis meses, quando sua equipe policial se confrontou com narcotraficantes da Colômbia nas águas do rio Solimões, nas proximidades de Coari, distante a 363 quilômetros da capital amazonense.

Na época, os policiais civis e militares apreenderam 600 quilos de drogas, sendo a maioria maconha do tipo skunk. A secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) montou uma força tarefa nas buscas, além de oferecer uma recompensa para quem pudesse dar a localização do delegado, mas sem êxito.

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