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Polícia

Morte de adolescente na Zona Norte de Manaus intriga familiares

Ana Beatriz de Assis Freire, 17, ainda chegou a ser levada para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Enfermeira Eliameme Rodrigues Mady

Ana Beatriz de Assis Freire, 17, foi encontrada morta por enforcamento (Foto: Divulgação/Acervo da família)

Manaus – Conflitos familiares, problemas financeiros e fim de relacionamento são alguns dos fatores para pessoas cometerem suicídio. Mas essas manifestações de pensamento estão sendo descartadas pela família de Ana Beatriz de Assis Freire, 17. A adolescente que supostamente foi encontrada pendurada em uma corda, ainda chegou a ser levada para uma unidade hospitalar.

Ao Portal Diário Manauara, Kelly Regina Lopes de Assis Freire, 43, disse que a filha não tinha motivos para se matar. Segundo ela, Ana Beatriz era uma adolescente alegre e que gostava de ser independente. Mesmo antes de completar a maioridade, “Bia” como era chamada carinhosamente decidiu morar na casa de uma amiga.

“A minha filha não estava com problemas financeiros e muito menos com os familiares. Como qualquer adolescente, Ana Beatriz gostava de festas e de estar sempre com as amigas. Uma semana antes dessa trágica notícia, ela chegou comigo dizendo que iria morar com uma amiga e que pretendia trabalhar”, declarou.

Kelly Regina declarou para a reportagem desconhecer as amizades e se a filha fazia uso de drogas. Ela disse que a filha gostava muito de tatuagens. 

“Eu questionei certa vez a minha filha dessas amizades e se ela fazia uso de drogas. Ana Beatriz respondeu que não usava, mas confirmou que as amigas eram viciadas. Se usava drogas, ela mentiu para mim”, concluiu a mãe da adolescente.

Ana Beatriz exibia várias tatuagens pelo corpo, sendo o desenho de um “palhaço” no braço direito, uma “mão com formato de revólver” no lado direito do seio, e “Tio Patinhas” na coxa direita. Conforme o banco de dados da polícia, as tatuagens fazem apologia ao crime.

O caso

A família acredita que Ana Beatriz não cometeu suicídio (Foto: Divulgação/Acervo da família)

Segundo informações apuradas pela reportagem com a equipe da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ana Beatriz teria sido encontrada na tarde de sexta-feira (26) pendurada em uma corda. Ela foi levada por Elciara e Fábio ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Enfermeira Eliameme Rodrigues Mady, na Avenida Samaúma, no conjunto Galileia, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, mas chegou sem vida.

Conforme os levantamentos da polícia, Ana Beatriz saiu da casa mãe para morar com a amiga Elciara Reis de Almeida, 27, conhecida nas redes sociais como “Sarah Almeida”. Mas o clima de amizade deu lugar ao ciúme. Elciara não teria acostumado com a ideia da aproximação da amiga com o marido. Por conta desse pensamento, houve uma briga entre o casal.

Após a confusão, Elciara levou Ana Beatriz para a casa de um amigo, identificado como Fábio Oliveira da Silva, 37, que trabalha como motorista de transporte por aplicativos. No local do suposto suicídio, na Rua 23, loteamento Buritis, bairro Nova Cidade, Zona Norte, os policiais perceberam que a corda estava mais ou menos um metro do chão.

O exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML) apontou, preliminarmente, causa morte por asfixia mecânica [enforcamento]. O laudo foi assinado pelo perito legista Roberto Levinthal. O laudo conclusivo para determinar a causa da morte de Ana Beatriz ficará pronto em até 30 dias.

Suspeitas

Após a morte da adolescente, Ana Paula, então irmã de Elciara, compareceu na residência da mãe de Ana Beatriz e pegou sem autorização o celular da vítima que seria entregue para a polícia. Desde então, várias fotos das redes sociais da adolescente foram apagados e o contato encontra-se fora de operação. 

O caso foi registrado na DEHS como morte a esclarecer. Elciara e Fábio que estiveram com Ana Beatriz pela última vez devem prestar esclarecimentos no decorrer da semana.

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