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Polícia

Empresário é morto após pedir para policial não cheirar cocaína

Durante a confraternização, o autor do crime, Jefferson Maia começou a cheirar cocaína, causando desconforto na rodada entre amigos.

Israel foi morto por Jefferson Maia (à direita) após pedir respeito e exemplo do policial (Foto: Divulgação/Arte Diário Manauara)

Manaus (AM) – O empresário Israel Cohen Ribeiro da Costa, 39, morreu na madrugada desta segunda-feira (24), com um tiro no peito após pedir para o amigo policial não cheirar cocaína. O crime aconteceu por volta das 23h38 de domingo (23), na rua Ferreira, no bairro Centro, na Zona Sul da capital amazonense. Jefferson Andrey Gomes Maia, lotado nas Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), não foi preso pela autoria.

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Conforme apurou a reportagem do Diário Manauara, Israel estava ingerindo bebidas alcoólicas com amigos e familiares na frente do mercadinho do sogro, quando Jefferson Maia chegou ao local acompanhado de outro homem, chamado apenas de “índio”, e se juntou ao grupo.

Durante a confraternização, Jefferson Maia começou a cheirar cocaína, causando desconforto na rodada entre amigos. Israel, por sua vez, que estava com esposa e casal de filhos, pediu para Jefferson Maia respeitar os presentes e que desse exemplo por ser policial.

“O Jeferson Maia ficou furioso, não gostou de ter sido chamado atenção e disse para Israel respeitar a polícia. Em seguida, ele começou a xingar o Israel com palavras de baixo calão. Depois ele, o Maia, se levantou e agrediu Israel com uma tapa, que por sua vez, revidou e lançou uma garrafa de cerveja contra o policial. Ainda transtornado, Maia foi até o carro dele, pegou um revólver e atirou contra o Israel, que já estava dentro do mercadinho do sogro para não prolongar a briga”, disse um familiar ao Portal Diário Manauara.

Após ser ferido, Israel foi levado às pressas por amigos e familiares até o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul. Apesar dos esforços, o empresário não resistiu ao ferimento. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).

Conforme relatou um familiar para a reportagem, Jefferson Maia ainda chegou a ser detido por uma equipe da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), porém, o policial foi liberado pela guarnição. Indignados, os familiares da vítima questionaram a conduta da guarnição, mas os policiais militares foram grosseiros e tentaram ainda agredir o proprietário do mercadinho.

A vítima deixou esposa e um casal de filhos, um menino de dois meses e uma menina de cinco anos. O crime será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

O Portal Diário Manauara não conseguiu contato com a Polícia Militar, e aguarda posicionamento a respeito do caso envolvendo mais um policial militar.

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