×

Publicidade

Polícia

Condenado por violência doméstica, escrivão da PC-AM segue na ativa

À época, a vítima registrou queixa na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), após ser agredida e ameaçada

Rômulo Valente Cavalcante continua exercendo o cargo de escrivão da PC-AM (Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – O escrivão Rômulo Valente Cavalcante, da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), denunciado por agredir a ex-namorada, segue trabalhando como servidor público, e melhor, recebendo a remuneração de R$ 14.701,58, como funcionário do governo Wilson Lima.

Publicidade

Conforme apurou o Portal Diário Manauara, o crime de violência doméstica aconteceu em junho de 2014. Rômulo agrediu e ameaçou a ex-namorada, de 33 anos, na avenida Rio Mar, no conjunto Vieiralves, no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul da capital.

À época, a vítima registrou queixa na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), no bairro do Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus, onde relatou ter sofrido socos no rosto, no pescoço e nas pernas, além de ser derrubado no chão e ameaçada com uma arma de fogo, cautelada pela Polícia Civil.

Em depoimento, a mulher disse que estava em uma casa noturna, quando encontrou com Rômulo. Ela conta que saiu da festa e obrigada a entrar no carro do policial, dando início a uma discussão motivado por ciúmes. Durante agressão, Rômulo coloca uma arma de fogo na cabeça e na boca da ex-namorada. 

Duas pessoas que presenciaram a covardia deram apoio para a vítima, que foi encaminhada para a delegacia registrar Boletim de Ocorrência (B.O.).  O desembargador Airton Gentil, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), acompanhou o processo apreciado pelo Colegiado do Pleno, o qual decidiu por extinto o pedido de Rômulo que alegava improcedente no Processo Administrativo (PAD), da Corregedoria do Sistema de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). 

Na decisão, o desembargador  indiciou Rômulo por contrariar os preceitos éticos da função pública, com a prática de crime dos princípios basilares da administração pública e violência contra a mulher. Conforme o magistrado, o policial terá que cumprir pena de um ano e nove meses de detenção em regime aberto, além de trabalhar em grupo de terapia comunitária. 

Em contrapartida, o escrivão segue atuando trabalhando com o seu pagamento em dia, sem que nenhum dos governos anteriores como de José Melo e David Almeida, cumpriram a decisão de retirá-lo. Informações são que o policial é apadrinhado de um famoso blogueiro do Amazonas.

Comentários

error: Content is protected !!