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Priapismo pode causar necrose peniana e impotência sexual permanente

Mais de 90% dos casos são de priapismo isquêmico, apontam dados de pesquisas recentes na área de urologia.

Dr. Giuseppe Figliuolo (Foto: Divulgação)

Mais comum em meninos com idade entre 5 e 10 anos e em homens de 20 a 50 anos, o priapismo é uma condição dolorosa, que pede tratamento imediato e caracteriza-se por uma ereção involuntária e persistente, que pode durar até oito horas, independente do desejo sexual. O cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que a maioria dos casos envolve falha na detumescência (retorno do pênis ao estado flácido), ocasionada por problemas no processo de saída do sangue.

Em crianças, explica o médico, a alteração é causada por fístula arteriocavernosa pós-traumática, a qual ocorre após um forte trauma (batida, etc) na região do órgão genital e pode se manifestar dias após o incidente.

Em adultos, as causas são mais variadas: leucemia, anemia falciforme (alteração hereditária dos glóbulos vermelhos), traumas na coluna e medicamentos vasoativos, *além de injetados no pênis para provocar ereção em indivíduos com disfunção erétil*. Figliuolo alerta que o uso de drogas entorpecentes, injeções para ereção e alguns medicamentos, podem potencializar o problema e reforça que a ereção ocorrida por muito tempo, gera falta oxigênio no pênis e pode evoluir para uma necrose ou quadros de impotência sexual permanente.

Tipos

“O aumento do fluxo sanguíneo é o responsável por deixar o pênis ereto. E quando esse sangue não retorna, e há um aprisionamento dele no pênis, o órgão não volta a ficar flácido. É o que chamamos de priapismo isquêmico. Após algumas horas nessa condição, pode ocorrer a formação de coágulos e o homem passa a sentir uma dor aguda. A correção é feita através de intervenção médica. Por isso, consideramos o priapismo uma urgência urológica”, explica o especialista.

Mais de 90% dos casos são de priapismo isquêmico, apontam dados de pesquisas recentes na área de urologia. Por outro lado, o priapismo não isquêmico dificilmente causa dores fortes, mas também precisa de tratamento. Nesse caso, o sangue flui e o pênis não fica 100% rígido, mas causa incômodos e compromete a qualidade de vida.

O diagnóstico é feito, basicamente, por avaliação clínica realizada por médico especialista e exames complementares, como de sangue, urina, cultura de urina, e em casos específicos, como em homens negros, usa-se a eletroforese de hemoglobina.

Segundo Giuseppe Figliuolo, o tratamento, dependendo da situação, inclui aspiração cavernosa (drenagem do sangue retido) com a utilização de seringa, irrigação de soro e introdução de medicamentos através de injeção. A abordagem pede a utilização de anestesia local.

*Com informações da assessoria

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