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Polícia

PMs que lideravam esquema de extorsão e tráfico drogas são presos

DRCO deflagrou a operação “Guilhotina”, com o objetivo de desvendar ações delituosas de grupos policiais ligados a organizações criminosas

Os policiais se valiam da função no serviço público para cometer crimes (Foto: Arte/Diário Manauara)

Manaus (AM) – Seis policiais militares, incluindo dois capitães, foram presos durante a operação “Guilhotina”, que investigava ações delituosas de grupos policiais ligados a organizações criminosas responsáveis por tráfico de drogas, roubos e sequestro. A ação foi deflagrada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), ao longo desta segunda-feira (19).

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Conforme o DRCO, as investigações iniciaram no dia 09 de abril deste ano. Os policiais se valiam da função no serviço público, para liderar organização criminosa. Com avanço das investigações, dois policiais civis foram presos na última segunda-feira (12), com 1,5 toneladas de drogas, avaliadas em quase R$ 6,5 milhões, no município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus).

O material ilícito foi apreendido nas ações de “falsos flagrantes”, em alguns casos, os traficantes eram sequestrados e depois liberados após pagamento em dinheiro de resgate, bem como a devolução dos entorpecentes.

Droga apreendida com a quadrilha (Foto: Divulgação)

Também no esquema, os policiais miliares ofereciam proteção para outros criminosos e facilitavam a distribuição de drogas para municípios do Amazonas. Ao todo, dez policiais são alvos da operação, sendo dois, estão com mandados de prisão em aberto.

Em continuidade na desarticulação da quadrilha, a equipe de investigação do DRCO cumpriu mandados de busca e apreensão em Haras, no bairro Tarumã, na Zona Oeste da capital. No local, foram apreendidos vários cavalos, uma espingarda, munições e outros materiais, oriundo de extorsão e de tráfico de drogas.

Entre os dez policiais presos, estão o capitão Ângelo Júnior de Vieira Cruz, comandante da 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom); o capitão Stanley Oliveira de Araújo, secretário municipal em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus); o cabo André Hettel Cury Ferreira; o cabo Hugo Portela da Silva; o cabo Leandro Costa e o cabo Rogério Lopes Rodrigues, proprietário do Haras.

Os policiais militares foram levados para procedimentos no prédio do DRCO e, posteriormente, conduzidos ao Núcleo Prisional e no Batalhão de Choque da Polícia Militar, onde ficaram à disposição da Justiça.

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