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Polícia

Pedreiro é preso após violar sepultura e furtar crânio para fazer trabalho de ‘macumba’

Valdivino Lima Menezes, 36, receberia R$ 100 de uma suposta mãe de santo pelo serviço macabro. (Foto: Divulgação)

Um fato curioso mobilizou policiais civis e militares do município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus), na madrugada de sábado (17). O pedreiro Valdivino Lima de Menezes, conhecido como ‘Beira-Mar’, 36, foi preso após violar sepultura e retirar um crânio de um cadáver para realizar rituais de magia negra, popularmente conhecido como ‘macumba’. Além dele, uma mulher identificada como Zakia Andreza de Amorim, 42, que encomendou a ação, por R$ 100, também foi presa.

O crânio foi retirado da sepultura do cemitério do município. (Foto: Divulgação)

De acordo com as informações do subcomandante Delmacir de Oliveira, 6º Grupamento de Polícia Militar (GPM), por volta das 2h30, Valdivino foi flagrado por um vizinho, limpando o crânio depois de ter retirado da sepultura. Toda a ação foi filmada. O pedreiro foi preso na casa dele, por volta das 6h30, no bairro Santo Elias e, confirmou que retirou o crânio após ser contratado por Zakia, que pagou pelo serviço a quantia de R$ 100. Valdivino explicou que recebeu a metade do valor porque o crânio fedia muito e que o restante seria pago quando estivesse ‘seco’.

Zakia, suposta mãe de santo, seria proprietária de uma casa de umbanda em Novo Airão. (Foto: Divulgação)

Ainda de acordo com subcomandante Delmacir de Oliveira, Valdivino chegou a jogar o crânio na Rua Raimundo Nunes, no intuito de enganar as equipes policiais, porém, o crânio foi encontrado. Em ato contínuo, os policiais deslocaram-se para a casa de Zakia, no bairro Jardim Wilton, onde a mulher foi presa. Valdivino e Zakia foram levados para a 77ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), para procedimentos cabíveis.

Vilipêndio

De acordo com a lei nº 2.848 de 07 de dezembro de 1940, previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro, o vilipêndio de cadáveres é considerado um crime contra o respeito aos seres humanos mortos. O ato de vilipendiar cadáveres ou suas cinzas prevê punição entre um a três anos de reclusão e pagamento de multa.

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