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Polícia

Jovem é decapitado em ‘tribunal do crime’ por dívida com líder do CV

A vítima estava enrolada em um lençol, com a cabeça exposta, em um trecho da avenida do Futuro, no bairro Planalto, na Zona Centro-Oeste de Manaus

O corpo foi jogado na via enrolado em um lençol (Foto: Divulgação)

Manaus – Diego Souza do Carmo, 24, foi encontrado decapitado e com várias perfurações de faca, na manhã de domingo (13), em um trecho da avenida do Futuro, no bairro Planalto, na Zona Centro-Oeste de Manaus. O crime teria sido motivado por dívida da vítima com um líder da facção criminosa Comando Vermelho (CV). 

Segundo informações da 20ª companhia Interativa Comunitária (Cicom), a vítima estava enrolada em um lençol, com a cabeça exposta. Um morador que passava pelo local ao avistar o corpo acionou a Polícia Militar pelo 190 do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops). A região é considerada deserta na calada da noite.

Os familiares fizeram o reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal (IML). O tio da vítima, que preferiu não se identificar, comentou apenas que Diego morava com ele no bairro da União, na Zona Centro-Sul da capital, e que desconhecia a motivação do crime bárbaro.

Conforme levantamentos da polícia, Diego foi torturado e morto em uma área de mata atrás da Universidade Paulista (Unip), onde teve a cabeça arrancada. O local funciona como “tribunal do crime”, que julga e pune integrantes de facções com base em regras próprias. Para não chamar atenção da polícia no local, o corpo foi retirado e abandonado em outro bairro da capital.

A polícia apurou que Diego tinha dívidas de drogas com traficante (Foto: Divulgação)

A polícia levantou informações que o crime foi motivado por dívidas de drogas. Diego devia dinheiro para o traficante “Derick”, apontado como líder do CV na comunidade e que dita regras da facção criminosa. A vítima também pertencia a mesma organização criminosa.

Agora, a polícia concentra as investigações para chegar aos autores e mandante do crime. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

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