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Polícia

Após ter casa invadida, ‘Pai’, pistoleiro do CV é executado com 32 tiros

Crime ocorreu na madrugada deste domingo (26), na invasão Paraíso Verde, no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte de Manaus

Jefferson da Silva Moldes foi trucidado com vários tiros no rosto (Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – O ex-presidiário Jefferson da Silva Moldes, 31, conhecido como “Pai”, foi executado com 32 tiros na madrugada deste domingo (26), por volta das 3h40, após ter a casa invadida por homens fortemente armados. O caso aconteceu na rua Canaã, na invasão Paraíso Verde, no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte de Manaus. O rosto da vítima ficou desfigurado por conta dos tiros à queima-roupa.

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Durante o crime, Jefferson foi encurralado dentro do quarto e alvejado por pistoleiros ligados a uma facção criminosa. A esposa Dezivanha Santos Faba, 26, que estava no imóvel não ficou ferida. A sangre frio, os assassinos ainda gravaram um vídeo para comprovar a morte do rival. Após trucidar a vítima, os atiradores fugiram levando dois celulares, uma televisão, uma arma de fogo, drogas e dinheiro.

Após o trabalho da perícia criminal, do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), o corpo de Jefferson foi removido por uma equipe do Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte, onde passou por exame de necropsia. O assassinato será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Motivação

Jefferson era pistoleiro de facção criminosa (Foto: Divulgação/Arquivo 28/10/2019)

Pelas características, a polícia suspeita que o assassinato esteja relacionado por rivalidade entre facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Cartel do Norte (CDN), que tinha como sigla “FDN” da Família do Norte. Conforme os levantamentos, Jefferson fazia parte do CV, e já tinha sido preso com outros 13 faccionados por policiais militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), em 6 de junho de 2019.

Segundo as investigações, Jefferson atuava como soldado dos traficantes Reginaldo Garcia Soariano, 51, o “Baiaca”, que foi um dos líderes da FDN, e Franciney Amorim dos Santos, 47, vulgo “Ney Pitbull”, este então, aliado do narcotraficanate João Pinto Carioca, o “João Branco”, que passou a ser CV.

Conforme a polícia, “Ney Pitbull” era um dos grileiros das invasões Monte Horebe, Paraíso Verde e Rei Davi, ambos na Zona Norte. Posteriormente, as ocupações acabaram servindo como cemitérios clandestinos para ocultação de corpos dos rivais. As investigações levantaram, ainda, que Jefferson recebia autorização de dentro do sistema prisional para cometer homicídios. As ordens tinha como mandante “Baiaca”. 

Depois de ser preso em 22 de abril deste ano, em cumprimento de mandado de prisão em aberto por porte ilegal de arma de fogo e trafico de drogas, “Ney Pitbull” segue custodiado à disposição da Justiça em uma unidade prisional, no quilômetro 8 da BR-174, que liga Manaus ao município de Presidente Figueiredo e Boa Vista, capital do estado de Roraima. 

Briga pelo tráfico de drogas

Com o enfraquecimento da FDN, Jefferson liderou um grupo que pretendia invadir a invasão Monte Horebe, uma ocupação irregular, para tomar a área de tráfico da facção rival. Na ação policial, dez armas de fogo foram apreendidas com a quadrilha formada por 14 pessoas. Os envolvidos foram autuados em flagrante pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, tráfico de drogas, associação criminosa, porte e posse ilegal de armas de fogo e munições de uso permitido e restrito.

Além de Jefferson, foram presos Ransci da Costa Furtuoso, 29, o “Azul”; Williams Roger da Rocha Veiga, 37, vulgo “Maik”, Wellington dos Santos Albarado, 26; Eliseu Anunciação de Souza, 24; Ezequeiel Anunciação de Souza, 29; Aguison Michel de Souza, 32; Daniel Luiz Fonseca, 26; Renan Moraes de Lima, 18; Sara Regina Cintra, 29; Leonardo de Souza Sabino, 18; Wanderlei da Silva Santos Júnior; Wallace Gabriel Lucena da Silva, 20, e Vitor Ozandi Dolzane, 20. 

Em outra ação da polícia, dessa vez na “Ação Hexágono”, da “Operação Águia”, Jefferson foi preso por porte ilegal de armas de fogo e munições no dia 27 de outubro de 2019,  na rua 13 de Maio, no bairro Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul da capital. A prisão foi resultado de denúncias anônimas dando conta que Jefferson guardava armamentos usados em chacina na invasão Monte Horebe, ocupação situada atrás do conjunto residencial Viver Melhor. 

À época, policiais militares da Força Tática apreenderam, um fuzil AK-47, de origem russa, que teria sido usado em assassinatos de desafetos na extinta comunidade Monte Horebe, no bairro Lago Azul, na Zona Norte da cidade. Além do armamento de grosso calibre, foram apreendidos um revólver calibre 38, um revólver calibre 357 Magnum, uma pistola calibre 380 milímetros PT53 HC, uma pistola calibre ponto 40, dois celulares e 68 munições.

Veja o vídeo da execução:

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