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Sinetram debate o fim do pagamento em dinheiro nos ônibus de Manaus

Seminário apresentou experiências realizadas em outras capitais brasileiras e ainda recebeu o lançamento do ‘Busão Cultural’ e do aplicativo ‘Cadê meu Ônibus’ – foto: divulgação/Sinetram

Seminário apresentou experiências realizadas em outras capitais brasileiras e ainda recebeu o lançamento do ‘Busão Cultural’ e do aplicativo ‘Cadê meu Ônibus’ – foto: divulgação/Sinetram

A implantação do Bus Rapid Transit (BRT) em Manaus, tecnologia embarcada e a retirada do pagamento em dinheiro na catraca dos coletivos, com objetivo de reduzir o número de assaltos dentro dos veículos, foram alguns dos temas do 2º Seminário do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). O evento aconteceu na terça-feira (6), no Salão Nobre do Studio 5, com o tema ‘Tecnologias e Sistema de Transporte’.

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De acordo com presidente do Sinetram, Carmine Furletti, o evento trouxe para a sociedade novas alternativas que podem melhorar o atendimento e dar mais segurança aos usuários. Ele destaca ainda a responsabilidade social do Sinetram com o lançamento do aplicativo “Cadê Meu Ônibus?” e do “Busão Cultural”.

“Apresentamos soluções que são viáveis para a melhoria do sistema de transporte de Manaus. Hoje, uma das principais alternativas para reduzirmos os índices de crimes é a retirada do pagamento em dinheiro dentro dos coletivos, como foi muito bem explicado pelo procurador Aroldo (Lima, um dos palestrantes)”, explicou Furletti. “Outra novidade que apresentamos para nossos usuários foi o Busão Cultural, que vai levar educação e cultura para todos os bairros, e o nosso aplicativo, que vai permitir que os usuários saibam horário que seu ônibus vai passar em determinada parada. Temos certeza que todas as inovações serão bem sucedidas”, comentou o presidente.

Para o procurador de justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, Aroldo José de Lima, que fez parte da implantação do plano de ação que retirou o pagamento em dinheiro nas catracas dos coletivos em Campo Grande, a única solução para diminuir a violência dentro dos coletivos é a retirada do dinheiro no pagamento da tarifa.

“Enquanto houver pagamento em dinheiro, vai haver esse tipo de violência. Em Mato Grosso do Sul, no primeiro mês que tiramos essa forma de pagamento, tivemos a redução de 90% desse tipo de crime. Então trouxe essa ideia aqui em Manaus e esperamos que seja adotada”, destacou o procurador.

O seminário teve a presença de palestrantes especialistas em transporte coletivo. Além de Aroldo Lima, estiveram presentes a gerente de mobilidade urbana da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Eunice Horácio, e o diretor do Consórcio da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) de Goiânia, Leomar Avelino.

Aplicativo e ‘Busão Cultural’

Durante o evento, foram lançados o aplicativo ‘Cadê meu Ônibus’ e o ‘Busão Cultural’. O primeiro foi desenvolvido pelo Sinetram para ajudar os usuários do sistema de transporte coletivo a saberem os horários e as rotas de suas linhas. O “Busão Cultural” é uma biblioteca itinerante que vai levar conhecimento e cultura para todos os bairros da cidade.

Com informações da assessoria

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