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Amazonas

TCE-AM lança guia para padronizar votos e acórdãos da Corte

Documento busca tornar decisões mais claras, objetivas e acessíveis à sociedade

TCE-AM lança guia para padronizar votos e acórdãos da Corte

Guia busca tornar decisões do TCE-AM mais claras e acessíveis. Foto: Filipe Jazz/DICOM TCE-AM.

MANAUS (AM) – O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) concluiu a elaboração do Guia de Boas Práticas em Redação de Votos e Acórdãos, iniciativa que estabelece diretrizes para tornar as decisões da Corte mais claras, objetivas e de fácil compreensão. Desenvolvido ao longo de oito meses, o documento integra as metas da gestão da conselheira-presidente Yara Amazônia Lins e entra, agora, na fase de implementação.

Ao apresentar a conclusão do projeto, a presidente destacou que a iniciativa faz parte das metas da atual gestão.

“A adoção de uma estrutura padronizada permitirá maior clareza, objetividade e uniformidade da redação das decisões, facilitando sua compreensão pelas partes, jurisdicionados e sociedade”, afirmou.

Segundo a presidente, a medida também busca dar maior precisão aos comandos decisórios e segurança ao cumprimento das determinações do Tribunal.

O guia orienta a elaboração de votos e acórdãos com fundamentação adequada a cada caso, linguagem simples e organização lógica de elementos como relatório, fundamentação e dispositivo. Também traz orientações para a elaboração das ementas, que devem apresentar de forma objetiva os principais aspectos do julgamento, além de reunir modelos aplicáveis aos diferentes tipos de processos analisados pelo TCE-AM.

Segundo o auditor de controle externo Thiago Correa Bezerra, que atuou na coordenação da elaboração do documento, o guia funcionará como referência sem interferir na autonomia dos julgadores.

“O guia servirá como um norte a ser observado, visando à correta interpretação da linha de entendimento dos membros dos colegiados e ao regular cumprimento dos comandos dos decisórios, sem engessamento dos julgadores”, explicou.

A elaboração foi coordenada pela Secretaria do Tribunal Pleno (Sepleno) e envolveu representantes de diferentes áreas da Corte. A secretária do Tribunal Pleno, Bianca Figliuolo, ressaltou o caráter coletivo do trabalho.

“O guia foi construído de forma colaborativa, a partir da participação de quem atua diretamente na produção e no processamento das decisões. Buscamos reunir boas práticas já existentes e identificar pontos que poderiam ser aperfeiçoados para transformar essa experiência em orientações aplicáveis ao dia a dia”, afirmou.

Jurisprudência e IA

Outro foco do projeto é preparar as decisões para novas ferramentas tecnológicas. A padronização de ementas, relatórios, fundamentações e dispositivos deve facilitar a pesquisa e a análise da jurisprudência por sistemas de inteligência artificial já utilizados pelo Tribunal, ampliando a recuperação e o cruzamento de informações.

Neste primeiro momento, o Guia de Boas Práticas terá caráter orientativo e colaborativo. A eventual obrigatoriedade das diretrizes dependerá de regulamentação específica pela Presidência do Tribunal.

*Com informações da assessoria 

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