
Camila Marques Xavier foi morta a tiros após sair de festa. (Foto: Acervo pessoal/Diário Manauara)
MANAUS (AM) – O julgamento do caso que apura a morte de Camila Marques Xavier, encontrada com marcas de tiros na manhã de 25 de março de 2023, será realizado nesta terça-feira (3), no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, zona sul de Manaus. A mãe da vítima será ouvida na condição de testemunha, e a 89ª Promotoria de Justiça acompanhará a sessão.
O réu que será submetido a julgamento é Milko Júnior Zamora Gamez. O relatório de investigação da Polícia Civil também identifica Carlos Alberto Sosa Rueda como indiciado no inquérito que apurou o homicídio.
De acordo com as informações repassadas ao Diário Manauara, Rueda está preso na Venezuela e responde a processo naquele país. A família informou que houve pedido de prisão e extradição, mas a solicitação para trazê-lo ao Brasil foi negada pelas autoridades venezuelanas.
Investigação começou após Camila ser encontrada morta
O relatório policial aponta que Camila, de 27 anos, foi encontrada morta por volta das 7h30 de 25 de março de 2023, nas proximidades do condomínio Vivenda Verde, no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. A vítima apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
As diligências iniciais indicaram que Camila havia passado a madrugada em um estabelecimento conhecido como Kali Night, nas proximidades da avenida Torquato Tapajós. Conforme depoimentos reunidos pela investigação, ela teria deixado o local pela manhã acompanhada de outras pessoas.
A Polícia Civil também analisou imagens de câmeras de segurança para reconstruir os deslocamentos da vítima e identificar pessoas e veículos que poderiam estar relacionados ao crime.
Relatório policial reúne imagens e informações sobre suspeitos
O documento investigativo registra a análise de imagens captadas nas proximidades do estabelecimento e do local onde o corpo foi encontrado. Entre os elementos descritos está um veículo Hyundai HB20 branco, apontado no relatório como suspeito de ter sido utilizado no deslocamento.
O relatório também menciona a negociação e a transferência do veículo para Milko Júnior Zamora Gamez, com registros de pagamento e documentação examinados pelos investigadores.
Essas informações integram o conjunto investigativo reunido pela Polícia Civil e devem ser consideradas no contexto da ação penal, cabendo ao Tribunal avaliar as provas apresentadas durante o julgamento.
Mãe de Camila relata expectativa por justiça

Mãe relata que Camila era sua amiga além de filha. (Foto: Acervo pessoal/Diário Manauara)
Ao Diário Manauara, a mãe de Camila fala sobre os desdobramentos do processo criminal e a expectativa de que os responsáveis pela morte da filha sejam julgados. A manifestação revela a preocupação da família com o andamento da ação penal e a busca por respostas diante de uma perda que marcou sua vida.
“Eu me senti arrasada, me senti muito mal. No dia em que ela morreu, jogaram ela como se fosse um lixo. Ela tinha família, trabalhava, tinha uma empresa. Eles tiraram tudo dela. Camila não era apenas minha filha, era também minha amiga, alguém com quem eu podia contar a qualquer hora. Ela nunca teve envolvimento com o crime. Hoje, cuido dos filhos dela. Meus netos falam todos os dias que me amam, e eu vou cuidar deles até a última batida do meu coração. Camila nunca foi uma filha ausente, nem uma mãe ausente. Espero por justiça e que eles sejam condenados pelas maldades e pela tortura que fizeram com minha filha. Eu creio que a Justiça de Deus não vai falhar antes de meus olhos se fecharem”, declarou, emocionada.
Mãe deve relatar ao júri a perda da filha
A mãe de Camila deverá prestar depoimento como testemunha nesta terça-feira. Além de contribuir com informações relacionadas ao caso, sua participação representa a oportunidade de relatar ao Tribunal os impactos da morte da filha e a trajetória da família desde o crime.
O Diário Manauara acompanha o caso desde a publicação dos primeiros detalhes sobre a morte de Camila, antes mesmo da conclusão das investigações. Agora, o portal acompanhará a etapa de julgamento, respeitando os limites legais e o direito de defesa dos acusados.







